segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Excessivo Olhar
Foi de tanto olhar pra fora que a menina se perdeu, principalmente, por querer saber seu lugar no mundo. Ao invés de criá-lo por conta própria foi se inspirando em gente (des) conhecida e esqueceu de ver que toda a sua riqueza residia em si mesma.
Foi de tanto olhar pra fora que a menina esqueceu de olhar pra dentro de si mesma e tirar da caixa enorme do seu coração sua real vontade, seus reais valores sem se preocupar com o que os outros vão pensar.
Ah, essa menina...ela precisa é ver o mar e cantar aquele sambinha do Cartola:"Preciso me encontrar".
Ah, essa menina...
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Liberdade X Consumo
Ontem estava passeando com o meu namorado pelos corredores do Shopping Pátio Paulista e fiquei maravilhada com a quantidade de lojas novas e com as futuras inaugurações desse espaço que homeopaticamente está sendo repaginado.
No entanto, olhando as vitrines, observando atentamente os preços e tentando imaginar como faria para adquirir meus pequenos luxos fiquei um pouco agitada.
Contudo, ao abrir o jornal (Folha de São Paulo – Caderno Ilustrada – Pág. E5) hoje pela manhã me deparo com um texto de Contardo Calligaris cujo título era “Adultos Infantilizados”. Na hora fiquei muito entusiasmada com a abordagem, na verdade, queria medir o meu grau de infantilidade e ao ler o texto encontro uma resposta para minhas constantes indagações sobre limites de consumo e ansiedade.
No texto, lá pelo 5º, 6º e 7º parágrafo, o psicanalista explica o novo livro de Benjamin Barber – “Consumido – Como o Mercado Corrompe Crianças, Infantiliza Adultos e Engole Cidadãos” (Record) e explica maravilhado o termo “kidadults” que o autor atribui ao mecanismo de infantilização do mercado sobre o público adulto e chega a conclusões surpreendentes após uma leve pincelada em meados do século 20 onde houve uma exacerbação do amor dos pais pelos seus filhos e que consequentemente contribuiu de forma efetiva para formação desses adultos tão consumistas e porque não dizer sem limites.
Transcrevo na integra exemplos de consumidores que esse “amor” criou:
“[...] por exemplo, indivíduos com pouquíssima tolerância á frustração (e alergia a própria idéia que algo seja difícil ou, pior, impossível) e com uma imperiosa necessidade de satisfação imediata (e alergia a tudo que posterga: preparação, estudo, reflexão, complexidade, poupança).”
Outro ponto que achei interessante são as conseqüências desse consumismo exacerbado, onde o individuo usa os meios como fins, ao invés de fortalecer as estruturas que o levarão para a concretização dos seus sonhos. Como por exemplo: “João quer ser rapper na África do Sul e gasta, impulsivamente, o décimo terceiro da mãe na roupa certa para se parecer com seus ídolos. Para ser rapper na África do Sul, talvez fosse mais urgente que ele estudasse inglês seriamente. Mas essa observação poderia entristecer João. Melhor deixa-lo sonhar e confundir sua mascarada com o começo da realização de seu desejo; afinal, ele é feliz assim não é? Pois é, suposição errada: quem cresce sem nunca deparar com o impossível, ou mesmo com o difícil, acaba, mais cedo ou mais tarde, vivendo no desespero. Por quê? Simples (como um filme para crianças): ele só consegue atribuir seus fracassos ao que lhe parece ser a sua própria impotência.”
Confesso que fiquei maravilhada com os exemplos usados neste texto, ainda mais porque vivencio as conseqüências dessas “escolhas” confusas e trocadas e embora hoje eu tenha consciência que todas elas mesmo “erradas” me levarão para o conhecimento de mim mesma e ao mesmo tempo para uma postura mais questionadora e consciente, ainda sim, sofro por esses erros, ou melhor, por essas experiências.
Mas, o importante mesmo é crescer e perceber que se tornar adulto é muito interessante e que o nosso poder de escolha é uma das forças mais mobilizadoras que existe e que através dele podemos superar a frustração de nossos possíveis ímpetos de “kidadults”.
No entanto, olhando as vitrines, observando atentamente os preços e tentando imaginar como faria para adquirir meus pequenos luxos fiquei um pouco agitada.
Contudo, ao abrir o jornal (Folha de São Paulo – Caderno Ilustrada – Pág. E5) hoje pela manhã me deparo com um texto de Contardo Calligaris cujo título era “Adultos Infantilizados”. Na hora fiquei muito entusiasmada com a abordagem, na verdade, queria medir o meu grau de infantilidade e ao ler o texto encontro uma resposta para minhas constantes indagações sobre limites de consumo e ansiedade.
No texto, lá pelo 5º, 6º e 7º parágrafo, o psicanalista explica o novo livro de Benjamin Barber – “Consumido – Como o Mercado Corrompe Crianças, Infantiliza Adultos e Engole Cidadãos” (Record) e explica maravilhado o termo “kidadults” que o autor atribui ao mecanismo de infantilização do mercado sobre o público adulto e chega a conclusões surpreendentes após uma leve pincelada em meados do século 20 onde houve uma exacerbação do amor dos pais pelos seus filhos e que consequentemente contribuiu de forma efetiva para formação desses adultos tão consumistas e porque não dizer sem limites.
Transcrevo na integra exemplos de consumidores que esse “amor” criou:
“[...] por exemplo, indivíduos com pouquíssima tolerância á frustração (e alergia a própria idéia que algo seja difícil ou, pior, impossível) e com uma imperiosa necessidade de satisfação imediata (e alergia a tudo que posterga: preparação, estudo, reflexão, complexidade, poupança).”
Outro ponto que achei interessante são as conseqüências desse consumismo exacerbado, onde o individuo usa os meios como fins, ao invés de fortalecer as estruturas que o levarão para a concretização dos seus sonhos. Como por exemplo: “João quer ser rapper na África do Sul e gasta, impulsivamente, o décimo terceiro da mãe na roupa certa para se parecer com seus ídolos. Para ser rapper na África do Sul, talvez fosse mais urgente que ele estudasse inglês seriamente. Mas essa observação poderia entristecer João. Melhor deixa-lo sonhar e confundir sua mascarada com o começo da realização de seu desejo; afinal, ele é feliz assim não é? Pois é, suposição errada: quem cresce sem nunca deparar com o impossível, ou mesmo com o difícil, acaba, mais cedo ou mais tarde, vivendo no desespero. Por quê? Simples (como um filme para crianças): ele só consegue atribuir seus fracassos ao que lhe parece ser a sua própria impotência.”
Confesso que fiquei maravilhada com os exemplos usados neste texto, ainda mais porque vivencio as conseqüências dessas “escolhas” confusas e trocadas e embora hoje eu tenha consciência que todas elas mesmo “erradas” me levarão para o conhecimento de mim mesma e ao mesmo tempo para uma postura mais questionadora e consciente, ainda sim, sofro por esses erros, ou melhor, por essas experiências.
Mas, o importante mesmo é crescer e perceber que se tornar adulto é muito interessante e que o nosso poder de escolha é uma das forças mais mobilizadoras que existe e que através dele podemos superar a frustração de nossos possíveis ímpetos de “kidadults”.
domingo, 18 de outubro de 2009
Saudade:
- dos amigos antigos;
- de ler um livro atrás do outro;
- de estudar História (voltar para faculdade);
- assistir filmes no HSBC, Espaço Unibanco e Reserva Cultural;
- me preocupar mais com o ser e menos com o ter;
- escrever mais nesse cantinho; e
- acreditar cada vez mais no amor!
Ai, que saudade!
- de ler um livro atrás do outro;
- de estudar História (voltar para faculdade);
- assistir filmes no HSBC, Espaço Unibanco e Reserva Cultural;
- me preocupar mais com o ser e menos com o ter;
- escrever mais nesse cantinho; e
- acreditar cada vez mais no amor!
Ai, que saudade!
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Desilusão
Os dias tem sido tristes e eu não sei o que fazer com esse sentimento de dor que se apropriou de mim.
A única coisa que sei é que ele me faz caminhar sempre em atraso com o meu ritmo, minhas tarefas e os meus deveres...até amar perdeu o gosto.
O quarto, por exemplo, continua bagunçado. As roupas esperando o calor do ferro, as gavetas abarrotadas com os recibos que gastei e com as contas (que permanecem intactas em seus respectivos envelopes) que eu ainda não paguei.
No meu rosto, o brilho que cintila é apenas o da maquiagem e o meu olhar denuncia o estado paralizante e mudo que tomou conta do meu corpo ou melhor da minha alma.
Porque o meu corpo ainda anda, embora mecanicamente, respondendo aos exagerados e nada piedosos estímulos dos outros.
E minha real vontade? Dormir e acordar, apenas, quando este pesadelo acabar.
A única coisa que sei é que ele me faz caminhar sempre em atraso com o meu ritmo, minhas tarefas e os meus deveres...até amar perdeu o gosto.
O quarto, por exemplo, continua bagunçado. As roupas esperando o calor do ferro, as gavetas abarrotadas com os recibos que gastei e com as contas (que permanecem intactas em seus respectivos envelopes) que eu ainda não paguei.
No meu rosto, o brilho que cintila é apenas o da maquiagem e o meu olhar denuncia o estado paralizante e mudo que tomou conta do meu corpo ou melhor da minha alma.
Porque o meu corpo ainda anda, embora mecanicamente, respondendo aos exagerados e nada piedosos estímulos dos outros.
E minha real vontade? Dormir e acordar, apenas, quando este pesadelo acabar.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
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